de 02/07/1906 a 06/03/2005
Hans Albrecht Bethe nasceu em Estrasburgo, que agora faz parte da França mas que, em 1906, fazia parte da Alemanha. Formou-se em Física e lecionou nas universidades de Frankfurt, Munique e Tubingen até 1933 quando fugiu para a Inglaterra para escapar do nazismo. Lecionou nas universidades de Manchester e Bristol até que, em 1935, fixou-se na universidade de Cornell, nos Estados Unidos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Bethe liderou a equipe de Física teórica que trabalhava no Projeto Manhattan para o desenvolvimento da bomba atômica. Um dos objetivos desta equipe era determinar a massa crítica de urânio-235 necessária para que seja mantida a reação em cadeia de fissão nuclear de onde resulta a força explosiva da bomba.
Em 16 de julho de 1945, foi uma das testemunhas do teste nuclear no Novo México. Na época, não demonstrou preocupação com as conseqüências para o mundo, mas apenas com a perfeita execução do teste. Ele se justificava: "Não sou um filósofo!" Mas, depois da guerra, uniu-se a Einstein na formação do "Comite de Emergência de Cientistas Nucleares", cujo objetivo era informar o público a respeito da energia atômica. Mais tarde fez campanha para restringir a pesquisa em armas nucleares e incentivou o uso pacífico da energia nuclear. Ele colaborou para o encerramento dos testes nucleares na atmosfera (1963) e para impedir o desenvolvimento do sistema americano de mísseis antibalísticos (1973).
Bethe casou-se a com Rose Ewald, com quem teve dois filhos, Henry e Monica. Depois de muitos anos de trabalho intenso e contínuo Bethe faleceu em 06 de março de 2005, aos 98 anos.
Os principais trabalhos de Bethe são na teoria do núcleo atômico. Desenvolveu uma teoria para o deutério (1934), a teoria das reações nucleares e dos núcleos compostos (1935-1938). Estes trabalhos levaram Bethe a descobrir as reações que fornecem energia para as estrelas. A reação nuclear mais importante nas estrelas brilhantes é o ciclo carbono-nitrogênio, enquanto que nas estrelas mais fracas, como o Sol, são as reações próton-próton. Por este trabalho e por sua contribuição para a Física Nuclear, recebeu o prêmio Nobel de Física em 1967.
Bethe também desenvolveu trabalhos em Física Atômica, teoria das colisões, teoria do estado sólido - incluindo a separação nos níveis de energia que surge quando uma impureza é introduzida em uma rede cristalina e que é um dos modelos fundamentais para toda a eletrônica moderna baseada em semicondutores - além de ser um dos responsáveis pelo desenvolvimento da moderna teoria da eletrodinâmica quântica.
Outras leituras sobre Hans Bethe
Última alteração em 31/07/2006